O inimigo está desarmado e vulnerável

Mike Parsons
com Jeremy Westcott

Quando o povo de Israel finalmente atravessou o Jordão, sob a liderança de Josué, e começou a ocupar a terra que Deus havia lhe dado, Calebe disse para Josué: ‘Agora me dê essa região montanhosa que o SENHOR me prometeu quando os meus companheiros e eu demos o relatório. Naquele tempo dissemos a você que os gigantes anaquins estavam lá, morando em grandes cidades cercadas de muralhas. Se o SENHOR estiver comigo, eu os expulsarei, como ele prometeu.’ (Josué 14:12).

No último post falamos sobre os montes, e o quê eles representam nas escrituras. Aqui novamente, a região montanhosa fala de uma dimensão mais alta. Calebe está falando acerca de se mover numa autoridade maior que Deus tinha prometido a ele, e que Moisés também havia prometido. Ele estava entrando na Terra Prometida, que simbolicamente representa lugares de autoridade espiritual. Havia gigantes vivendo nesses lugares de autoridade, em cidades fortificadas, que representam governo. Para Calebe e Josué, a Terra Prometida não era apenas um lugar físico, uma área geográfica, mas também era representava uma questão de autoridade espiritual, para ser exercida no natural.

Os Anaquins (ou filhos de Anaque) que vemos aqui fazem parte dos Nefilins. Eles se levantam contra os propósitos de Deus, e tem que ser tirados do lugar de autoridade que eles ocupam. Também vimos ali gigantes, os descendentes de Anaque. Perto deles nós nos sentíamos tão pequenos como gafanhotos; e, para eles, também parecíamos gafanhotos (Nm 13:33).

Gigantes nos lugares celestiais

Os Nefilins eram gigantes (Gen 6:4). Quando os anjos caídos cobriram mulheres humanas com sua sombra houve uma mutação genética de DNA. Sendo assim as figuras mitológicas gregas e romanas, como Hércules, por exemplo, são baseadas nas histórias dos nefilins antes do dilúvio.Esses nefilins não tinham espírito humano, então quando eles morreram (o que aconteceu no dilúvio) seus espíritos se tornaram os gigantes que governam nas regiões celestes. Da mesma forma, os dinossauros foram um produto anterior das tentativas de Satanás governar a terra através de criaturas que tinham seu DNA reptiliano. E quando eles morreram, eles se tornaram os dragões que também governam nas regiões celestes.

Naquele dia, o SENHOR pegará a espada, a sua espada enorme, forte e pesada, e ferirá o monstro Leviatã, a serpente que se torce e se enrola; o SENHOR matará o monstro que vive no mar (Isa 27:1). Essa é uma figura da semente de Satanás, que vive no mar (que aqui representa a terra). Leviatã e dragões são seres demoníacos que são formados conforme a imagem de Satanás.

O enorme dragão foi lançado fora do céu. Ele é aquela velha cobra, chamada Diabo ou Satanás, que leva todas as pessoas do mundo a pecar. Ele foi jogado sobre a terra, e os seus anjos também foram jogados junto com ele (Ap 12:9). Então há anjos caídos também, um terço do exército do céu, e são parte desse modelo de rebelião e governo.

Nós temos autoridade agora

…nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência (Eph 2:2). Essa passagem fala de três níveis da atmosfera da terra. E se refere a Satanás como o príncipe da potestade do ar, que tem autoridade naquela dimensão.

A palavra chave aqui é ‘outrora’. Isso significa que você costumava andar segundo o curso desse mundo, mas não anda mais. Agora Satanás não tem autoridade, a não ser sobre os ‘filhos da desobediência’. ‘Os filhos da obediência’ não estão sujeitos a Satanás como o príncipe da potestade do ar; na verdade nós é que temos autoridade naquela dimensão.

Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. (Ef 6:11-12).

Há lugares celestiais de onde essas forças espirituais exercem autoridade sobre esta dimensão, e precisamos lidar com elas. Nossa luta não é contra pessoas na terra, nosso papel é ministrar na vida delas e libertá-las da influência das coisas que estão acontecendo nas regiões celestes. Para fazer isso de maneira eficaz, precisamos ter autoridade nos céus para vencer as forças espirituais da maldade, que estão prejudicando a vida das pessoas.  Nós podemos ir lá e obter essa autoridade, delegada a nós por Deus.

O propósito eterno de Deus

Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Rom 8:38-39) Todas essas coisas são reais, mas nenhuma delas pode nos separar dos propósitos de Deus.

…para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais, segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor, pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele (Ef 3:10-12). Temos que levar a sabedoria de Deus e a autoridade do reino para essas dimensões. Essa é a nossa tarefa como povo de Deus. E podemos entrar com confiança nesses lugares celestiais pela fé no Senhor.

Criado por Ele, e para Ele

Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele (Col 1:16) Todas essas dimensões foram criadas por Jesus, mas foram criadas para Ele, e não para as forças que hoje as ocupam. À medida que as tomamos de volta, podemos entregá-las para o Senhor, e submetê-las ao governo e senhorio Dele.

C.S. Lewis viu essas coisas, e você pode ver que há muitas analogias a elas nas Crônicas de Nárnia.

O inimigo está disarmado e vulnerável

E, tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz. (Col 2:15)

Isto é algo tremendo para nós. Na cruz, Jesus desarmou aqueles principados e potestades. Nosso papel é tomar de volta os lugares de autoridade, de onde eles estão operando. Eles estão vulneráveis agora, então podemos ir e lidar com eles.

Quando um homem forte e bem armado guarda a sua própria casa, tudo o que ele tem está seguro. Mas, quando um homem mais forte o ataca e vence, leva todas as armas em que o outro confiava e reparte tudo o que tomou dele. (Lucas 11:21-22).

Ninguém pode entrar na casa de um homem forte e roubar os seus bens, sem primeiro amarrá-lo. Somente assim essa pessoa poderá levar as coisas que ele tem em casa. (Mat 12:29).

Satanás é o homem forte dessa história que Jesus contou, o qual tinha possessões, que estavam guardadas, e seguras.  O homem mais forte que derrotou Satanás é Jesus. Jesus tirou de Satanás toda armadura, armas, e tudo em que ele confiava para defender suas posses.  Dessa forma, agora Jesus pode repartir o despojo.

Despoje a sala do troféu de Satanás

A sala do troféu de Satanás está debaixo da terra, e é o lugar onde tudo o que foi roubado da igreja está armazenado. Bênçãos, autoridade, poder, rolos, mandatos, armas, provisões – está tudo lá. Está guardado, mas temos em nós o poder para vencer. Podemos recuperar todas as coisas que têm sido roubadas de nós por gerações.

Nós costumávamos cantar uma canção que dizia: ‘Eu fui no terreno do inimigo e eu tomei tudo que me roubou’. Há coisas que deveriam ser nossas, que podem ser restituídas a nós, poços que foram entulhados, podem ser desentulhados. Mas somente se reconhecermos que somos mais fortes, e se governarmos nas dimensões dos céus com autoridade e poder.

Quando fizermos isso, poderemos recuperar tudo o que foi roubado.

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Artigo original (em Inglês)
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O que é um monte?

Mike Parsons
com Jeremy Westcott

Neste blog, nós temos falado sobre montes e tronos nas dimensões do céu. Agora vou te dar algumas escrituras sobre montes, o que eles representam, e como se aplicam aqui na terra.

Nós vimos essa passagem antes sobre a queda de Lúcifer, ou como o chamamos hoje, Satanás: “Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti. Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de Deus, e te fiz perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras afogueadas. (Ez 28:14-16 acf).

A partir desta escritura podemos entender que ‘o monte santo de Deus’ está no céu, é um monte de autoridade, e Deus governa de um trono nesse monte. Antes de sua queda, Satanás tinha acesso a tudo. Ele andava no meio das pedras afogueadas, ou de fogo. Nós podemos andar nessas pedras de fogo agora: elas são um lugar de revelação.

Deus aparece num monte

Quando Deus de repente começou a vir e aparecer para o homem, foi no topo de um monte.

O aspecto da glória do SENHOR era como um fogo consumidor no cimo do monte, aos olhos dos filhos de Israel. (Ex 24:17 RA).

O SENHOR Deus é grande e merece ser louvado na sua cidade, em Sião, o seu monte santo (Sl 48:1).

Os termos cidade de Deus e monte de Deus são sinônimos, se referem ao mesmo lugar. A bíblia usa vários termos diferentes para descrever como Deus governa e onde é Seu trono. Algumas vezes aparecerá templo, outras cidade, ou monte, mas tudo se referindo ao mesmo lugar. Sendo assim, quando falamos sobre governar sobre cidades, estamos usando o mesmo tipo de linguagem.

Monte Sião

Ele diz: “Já coloquei o meu rei no trono lá em Sião, o meu monte santo.” (Salmo 2:6).

A Sião celestial é o santo monte de Deus, o lugar de onde Ele governa. Nessa passagem Deus está dizendo que Davi e seu filho, seu descendente Jesus, seria rei no Seu santo monte. Esse monte está obviamente no céu, mas também aqui na terra: o monte da casa de Deus que será levantado (veja a seguir) se refere à igreja.

Em Hebreus 12:22, onde diz ‘Pelo contrário, vocês chegaram ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial com os seus milhares de anjos’, a Nova Jerusalém é um monte. Vamos olhar as escrituras sobre a Nova Jerusalém num post futuro, mas posso te adiantar agora, não é o que a maioria das pessoas está pensando.

O monte da casa do Senhor

Acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do Senhor, será estabelecido como o mais alto dos montes e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações.    (Is 2:2).

Isto é um reflexo do que está no céu. Os outeiros (pequenos montes) quando comparados aos montes representam menos autoridade, mas mesmo assim não são insignificantes. No entanto, as maiores autoridades, tanto as naturais quanto as autoridades espirituais das trevas, terão menos poder que a igreja. Desta forma, é que será nos últimos dias, quando Deus nos levantar e nos exercermos da maneira como o Senhor deseja, a autoridade que Ele nos delegou. O Senhor nos levantará assim que assumirmos nossa posição nas dimensões do céu – pois lá é o único lugar de onde vem a autoridade para governar. Não é uma autoridade terrena, nem liderança ou governo natural.

Jesus fala sobre como as figuras de autoridade na terra governam sobre as pessoas (Marcos 10:42), e sobre como Seu reino é totalmente diferente. Ele não veio para ser servido, mas para servir. Sendo assim governar no reino de Deus está relacionado a servir, e não a mandar. Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros. Isso vem de encontro ao sistema do mundo, no qual as pessoas querem ocupar posições superiores para poder humilhar os outros e mantê-los sempre numa posição inferior. Com o quê muitos modelos de liderança da igreja se parecem: mundo ou reflexo do céu? No reino de Deus o objetivo da autoridade é levantar as pessoas.

Então sim, há um lugar para você governar, e é chamado de monte ou trono. Mas a verdadeira natureza do governo ao qual fomos chamados é erguer as pessoas, a fim de que elas ocupem seus lugares de autoridade e poder, e não mantê-las para baixo, e subservientes.

Na casa de meu pai há muitos aposentos

Jesus disse,

Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes lugar. (Jo 14:2 NVI)

Agora isso se refere a nós, como povo de Deus aqui na terra, mas também diz que há muitos aposentos no monte de Deus, a casa de Deus no céu. Eu já estive em alguns deles, e há muitos outros, tantos que nem sei sobre eles ainda. Há a sala de guerra, a sala dos mantos, a sala do tesouro, a sala dos livros, e etc. Em cada um desses lugares podemos obter revelação especifica sobre o quê precisamos para cumprir nosso chamado e propósito na terra. E temos permissão para acessar esses aposentos.

Um monte muito alto

Quando ele estava tentando Jesus, o Diabo levou Jesus para um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e as suas grandezas (Mat 4:8). Para onde você acha que Satanás o levou? Everest? Não, para o céu. Esse lugar não é a um monte físico, ele é celestial. Ele estava mostrando para Jesus todos os reinos do mundo. Não apenas os reinos naturais da terra, mas sim todos os níveis de autoridade nas dimensões do céu, que Satanás dominava.

Ele estava oferecendo um atalho para aquilo que Jesus conquistaria através da vitória na cruz, assim Ele iria governar tudo sem precisar sofrer e morrer. Jesus não cedeu a tentação, como Adão e Eva fizeram. Satanás tinha oferecido o mesmo – ‘faça isso do seu jeito, ao invés do jeito de Deus: na verdade, você pode fazer isso sem Deus.’

Satanás levou Jesus às dimensões do céu e mostrou-Lhe tudo. Como Deus, Ele já conhecia tudo, mas Satanás o levou lá como homem. E aqui está a chave, nós também podemos entrar nessas dimensões como homens e mulheres. Podemos entrar nas dimensões do espírito, ver a realidade da autoridade celestial, e começar a ocupar tronos e montanhas lá.

Jesus voltou para o monte

Em Seu ministério terreno, Jesus ia sempre para os montes.

Jesus ficou sabendo que queriam levá-lo à força para o fazerem rei; então voltou sozinho para o monte. (Jo 6:15).

Desta vez foi provavelmente um monte físico, mas não acho que Ele ficou na dimensão terrena. Você perceberá que Ele ia para os montes antes de fazer grandes decisões. Ele estava indo para o céu para obter a revelação que Ele precisava, e trazê-la para essa dimensão.

Depois de mandar o povo embora, Jesus subiu um monte a fim de orar sozinho. Quando chegou a noite, ele estava ali, sozinho. (Mat 14:23).

Aqui novamente acontece o mesmo. Ele estava orando, não para um Deus distante, mas na presença Dele. Jesus viveu em duas dimensões, céu e terra: isso nos mostra que em cada situação Ele podia ver o que o pai estava fazendo (João 5:19).

Jesus saiu dali e foi até o lago da Galiléia. Depois subiu um monte e sentou-se ali. (Mat 15:29). Talvez você pense que pelo fato de Jesus ter sentado Ele estava apenas descansando. Eu acredito que Ele estava tomando um assento de autoridade naquela dimensão. Temos que começar a ter uma mentalidade hebraica e não grega. Temos que pensar na função, não na forma – e isso é estranho para a mentalidade ocidental. A função de um monte é autoridade, e a função de um assento é um trono de governo. Todas as escrituras que olhamos mostram para o quê são os montes, sobre o quê são, e o quê eles representam. Quando nos depararmos com eles nas escrituras, podemos parar de pensar nos montes como grandes pedaços de rocha, coisas para escalar e colocar uma bandeira no topo?

Mais um exemplo: Jesus levou Pedro, Tiago e João para um monte alto e se transfigurou diante deles (Mat 17:1-9). O que era aquele monte alto? Moisés e Elias vieram também: não era na terra. Ele disse aos discípulos para não falarem para ninguém mais o que eles tinham visto até que Ele tivesse voltado para as dimensões do céu.

Eles acessaram algo do céu naquele dia. E no tempo certo eles seriam capazes de ensinar os outros a fazerem o mesmo.

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