161. Familiar, Mas Perigoso

Mike Parsons
com Jeremy Westcott – 

Pois a palavra de Deus é viva, ativa e mais afiada do que qualquer espada de dois gumes, e penetrante até a divisão da alma e do espírito, das articulações e da medula, e capaz de julgar os pensamentos e intenções do coração (Hb 4 : 12)

… penetrando na linha divisória do sopro da vida (alma) e [do imortal] espírito, e das articulações e medula [das partes mais profundas da nossa natureza], expondo e peneirando e analisando e julgando os próprios pensamentos e propósitos do coração (Hb 4:12 AMP).

Pois Deus não vê como o homem vê, porque o homem olha para a aparência exterior, mas o SENHOR olha para o coração (1 Sm 16: 7)

Deus está mais interessado em nossos motivos do que em nossas aparências ou ações externas. Portanto, ao nos prepararmos para cumprir nosso destino, precisamos olhar atentamente para o nosso coração.

Em verdade, em verdade vos digo, quem crê em Mim, as obras que eu faço, ele também fará; e obras maiores do que estas ele fará; porque eu vou ao Pai (João 14:12).

Ele deseja que operemos na plenitude do poder do Espírito, assim como Jesus. Mas quem recebe a glória quando eu faço um milagre? Se é Deus, isso é ótimo. Mas as evidências da história e de todo o mundo sugerem que nem sempre é esse o caso. Quando fazemos coisas que as pessoas apreciam, isso pode alimentar uma necessidade em nós.

Deus fará coisas terríveis através de nós, para Sua glória. Mas vamos usá-los para nós mesmos, para ganhar dinheiro, posição, popularidade ou poder? Essas são as tentações da carne.

Dois exemplos

Vejamos dois exemplos bíblicos disso:

Em Atos 5, Ananias e Safira venderam propriedades, deram parte do dinheiro aos apóstolos e retiveram parte de si mesmos (como na verdade eles estavam perfeitamente autorizados a fazê-lo). Mas eles mentiram e alegaram que estavam dando tudo, então Pedro perguntou a Ananias: ‘Por que você concebeu essa ação em seu coração?’ Era porque eles queriam ser considerados mais generosos do que realmente eram. Eles estavam buscando a aprovação das pessoas.

Caíram mortos por causa do que havia em seus corações. Eu não quero que ninguém morra. Mas com maior poder vem uma maior responsabilidade. Temos que ser puros de coração.

Em Atos 8, Simão, o feiticeiro, dizia ser alguém grande. Ele creu e foi batizado, mas porque ainda estava procurando uma posição, tentou comprar o poder de impor as mãos às pessoas para receber o Espírito Santo. Pedro o admoestou a ‘orar para que a intenção do seu coração possa ser perdoada’.

Busca-me

Esta é uma oração familiar para muitos de nós agora:

Busca-me, ó Deus, e conhece o meu coração;
Tente-me e conheça meus pensamentos ansiosos;
E veja se há em mim algum caminho ofensivo,
e me conduza no caminho eterno.

(Salmo 139: 23-24)

Familiar, mas perigoso. Estamos dispostos a Deus nos mostrar o que está em nossos corações? Estamos dispostos a que Ele mude e nos transforme? Não sejamos rápidos em responder sem considerar o custo. Nem sempre é fácil concordar com ele. Podemos achar difícil aceitar que temos motivos errados, que nosso coração não está certo. Também não gostamos que os outros pensem isso de nós. Pensamos que estamos bem. Mas esta é a nossa oportunidade de nos humilharmos e permitir que Deus faça o que precisa ser feito.

Encontros em uma nuvem escura

Deixe-me compartilhar com você dos meus diários um pouco de como isso foi para mim.

15 de novembro de 2010: vi uma nuvem, como uma nebulosa, e meu pergaminho do destino relampejou diante dos meus olhos. No centro havia um ponto crucial. Todas as coisas estavam levando a esse ponto no tempo no pergaminho e todas as coisas estavam fluindo a partir desse ponto. Eu vi um fogo, uma chama.

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Janeiro a maio de 2011: Se queremos entrar na presença de Deus, a presença de Sua Pessoa, temos que passar por um lugar escuro. A nuvem negra existe para nossa proteção, mas, com a preparação, podemos atravessá-la (ver Gn 15:12; Dt 4:11; Salmo 18: 11-12; Salmo 97: 2). Você não quer encontrar Deus despreparado (ouvi dizer que o Sumo Sacerdote tinha uma corda amarrada à perna quando ele entrou no Santo dos Santos, para que pudessem arrancar seu corpo se ele não tivesse se preparado adequadamente e estivesse queimado).

3 de maio de 2011: perguntei: “Pai, como te encontro no fogo e na fumaça?”

“Filho, você me conheceu, mas não está com fome e sede o suficiente para chegar onde estou na nuvem densa. Você se conteve, ficou com medo. Você não estava pronto para entregar tudo. Se você realmente quer vir, pode, mas nunca será o mesmo. Você não pode agir da mesma maneira. Você deve querer vir acima de tudo, precisa vir”.

“Você tem muitos ônus por vir; eles te ancoram no mundo. Você deve estar disposto a dissolvê-los. Você está muito confortável. Os anjos de colheita precisam retirar de você as coisas que o prendem ao chão e restringem sua amplitude de movimento”.

“Filho, eu temo que, se você vier agora, não voltará. Se prepare; discipline a carne, discipline sua mente. Entregue suas emoções novamente e eu darei as boas-vindas para você Me ver ”.

6 de novembro de 2011: Durante um tempo de adoração, eu estava perdido na presença de Deus na pista de dança, dentro de uma cortina em espiral e fui instruído a passar os próximos 4 meses no jardim, pista de dança, sala de imersão e câmara nupcial. Eu deveria fazer um contrato de casamento e levá-lo ao dossel das trevas, à presença da pessoa de Deus, para consumação.

Foi-me mostrado que 20 de fevereiro seria o meu dia da inovação.

O jardim do amor, a pista de dança da alegria, a sala de imersão da paz e a câmara nupcial da esperança – quatro meses assim não pareciam tão ruins. Mas acabou sendo um tempo de escuridão, no qual eu não podia fazer nada, não ver nada, não saber nada, enfim até ser nada, um tempo de testes intensos.

Ele me disse: “Não preciso da sua ajuda, apenas da sua rendição”.

Eu confiaria nEle sem ver e saber o que Ele estava fazendo? A alegria poderia vir de nada externo, somente do Senhor? Eu estava disposto a aceitar o jugo de Jesus, a oferecer minha obediência mesmo quando não fazia sentido?

No quarto mês, na câmara nupcial, fui instruído a esperar com esperança na esperança.

Entrei em 21 dias de jejum e passei os primeiros 6 dias revisando 15 meses de meus diários. Eu não estava doente há 16 anos, mas fiquei doente bebendo água contaminada, porque não havia limpado o bebedouro adequadamente. Eu não dormi por 5 dias, não conseguia nem manter a água e estava correndo vazio, todas as reservas desapareceram. Eu não fiz o que eu aconselharia a outros, não lutei, resisti à doença ou chamei os anciãos – Deus disse apenas para esperar.

O Salmo 22: 1 tornou-se muito real para mim. ‘Meu Deus, meu Deus, por que você me abandonou?’

Comecei a perder minhas habilidades de raciocínio, não conseguia me concentrar, estava lutando até para orar em línguas. Emocionalmente, comecei a me sentir realmente vulnerável, que precisava arrumar minha casa. Comecei a pensar que ninguém em casa sentiria minha falta se eu não estivesse por perto. Percebi que havia semeado 18 anos de minha vida na igreja em detrimento de meus relacionamentos com minha esposa e família, que minhas prioridades precisavam mudar.

Eu me perguntei se chegaria a 20 de fevereiro, meu dia da descoberta.

Uma noite houve intenso fogo por dentro e por fora, ondas de perda rolando sobre mim: decepção, desespero, desânimo, tristeza. Os 59 pontos do contrato de casamento, que eu havia elaborado em obediência ao que Deus havia me dito, foram perdidos um a um. E ele estava perguntando: “Você ainda me ama?”

Se nenhum dos meus sonhos fosse realizado
Se nenhuma das profecias acontecesse
Se o meu destino nunca fosse cumprido

Eu ainda amaria a Deus?
Eu ainda confiaria em Deus?
Eu ainda teria alegria e paz?
Ainda seria capaz de me alegrar e agradecer?
Deus ainda seria um bom Deus?

Deus poderia confiar em mim?
Era tudo sobre ele? Ou eu?
Foi sobre o que Ele poderia fazer por mim?
Foi sobre o que eu poderia fazer por Ele?

Tudo valeu a pena apenas por um relacionamento com Ele e mais nada?
Eventualmente, a resposta foi SIM.

“Quando você passar pelas águas, eu estarei com você; E através dos rios, eles não vão transbordar. Quando você andar no fogo, não será chamuscado … ” (Is 43: 2)

Segunda-feira, 20 de fevereiro: fui totalmente restaurada à saúde e à totalidade. As algemas foram removidas e eu estava livre para ministrar novamente. Imediatamente eu descobri que era capaz de envolver Deus nos céus.

Eu me encontrei cara a cara com ele.

Fogo

Deus pode confiar em nós, Sua igreja, com tudo o que Ele deseja nos dar?
Deus é mais importante para nós do que o que Ele faz por nós?

Não sem a purificação de nossos corações. São os puros de coração que verão a Deus.

Seu fogo está chegando, para refinar e purificar. Vi Deus no Seu trono com uma lata grande rotulada de ‘acelerador’. Jesus está se preparando para vir e purificar seu templo. O julgamento começará com a casa de Deus.

Deus disciplina aqueles a quem ama, porque deseja o melhor para nós. Nem todo mundo terá que passar pelo que passei. Eu sou um precursor: eu passo para os outros seguirem. Mas você está disposto a passar pelo fogo do refinamento, purificação, preparação? O que isso significa para você, você está realmente disposto a testar os motivos do seu coração no fogo?

Cuidado como você responde.

[Esta postagem é baseada na sessão 10 da série de ensino de Mike, Preparando-se para o destino.]

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TrilhaSonora: Black Cloud [Nuvem Negra] – Pista de imersão instrumental da Creative Sound – Frequência do Óleo Êxodo II

160. Nosso Momento Definitivo

Mike Parsons
com Jeremy Westcott  

Deus só tem ‘Plano A’. Não existe um ‘Plano B’. Cada um de nós tem um destino , conferido e acordado antes da fundação do mundo, e com esse destino vêm a capacidade criativa e a autoridade para cumpri-lo. Deus tornou isso realmente simples para nós. Podemos avançar, dizer “sim” ao Seu plano e cumprir o nosso destino, ou hesitar, reter, dizer “não” e sentir falta.

Três gerações

Deus está chamando uma geração em nossos dias. De fato, Ele está falando com três gerações e chamando-os a cumprir seu destino.

  1. Uma geração de Josué, que verá a Terra Prometida, entrará nela como precursores e atrairá outras pessoas com elas.
  2. Uma geração de colheitadeiras, um bilhão delas, como profetizado (em 1975, uma geração atrás – e não vamos perder o significado disso) por Bob Jones. Eles colherão a colheita final, que será muito mais numerosa e, para isso, precisarão operar na plenitude das maiores obras de Jesus (João 14:12).
  3. A geração de Moisés, que viu e experimentou a liberação de Deus e Sua provisão milagrosa. Diante dos gigantes e das cidades muradas, eles têm uma escolha a fazer. Ainda não é tarde para eles, ainda não.

A igreja hoje está em transição de um lugar para outro, ou pelo menos parte dela. E todos nós temos uma escolha a fazer. Duas tribos e meia de Israel escolheram ficar no lado mais próximo do Jordão, optaram por não aproveitar os benefícios da provisão de Deus para eles e desapareceram mais ou menos completamente da história.

A geração que entrou na Terra Prometida recebeu exatamente a mesma escolha que seus pais haviam rejeitado quarenta anos antes, com exatamente os mesmos obstáculos a serem superados, mas essa geração disse “sim” a Deus em vez de “não”. Ainda assim, o processo de tomar a terra não foi fácil. As cidades tiveram que ser conquistadas (usando a estratégia de Deus, não a deles); os gigantes e as nações tiveram que ser despossuídos. Mesmo que optemos por dizer “sim” a Ele, ainda teremos que lutar por nossa herança, e teremos que ser vencedores se quisermos cumprir nosso destino.

“Este sou eu, e isso não é”

Alguns escolherão não entrar. Vamos honrá-los pelo caminho que trilharam na vanguarda dos propósitos de Deus, alguns deles por décadas. Mas se eles não estão preparados para dar o passo final, então sabemos que no horário profético de Deus há um tempo para o julgamento chegar à casa de Deus. O julgamento é tão simples quanto Ele traçando uma linha e dizendo: “Este sou eu, e isso não é. Qual você escolherá?

A Vigária de Dibley

A igreja geralmente tem uma reputação muito ruim com o mundo. Podemos rir de programas de comédia como ‘A Vigária de Dibley’ e ‘Rev’, mas eles são um reflexo preciso de como o mundo nos vê. Quando eu ensinei essa série pela primeira vez em 2012, Deus me disse que em três anos ele viria para derrubar as mesas dos cambistas em Seu templo. Chegando a nós individualmente como o templo do Espírito Santo, certamente. Mas também vindo à igreja, onde quer que não seja uma representação verdadeira Dele.

Obras autênticas do reino

Podemos pensar que aqui na Freedom nossa reputação com o mundo (pelo menos localmente) é um pouco diferente. Estamos nos engajando e atendendo às necessidades das pessoas em nossa comunidade e, é claro, existem muitas outras igrejas das quais o mesmo é verdade. Mas não podemos nos dar ao luxo de ser complacentes. Não é suficiente. Não devemos nos contentar. Nós devemos entrar, herdar nosso destino e tomar nossa Terra Prometida.

Há toda uma geração de jovens a serem conquistados por Cristo. Eles não responderão à mesma experiência chata da igreja que já rejeitaram. E não apenas os jovens – a Geração de Josué e os ceifeiros serão de todas as idades. Nada menos que uma demonstração autêntica das obras do reino os atrairá.

Limpando o templo

Eu vou agitar mais uma vez todas as coisas.
Vou virar as mesas dos cambistas no meu templo.
Vou expulsar os ladrões e salteadores do Meu templo.
Estou preparando o chicote agora
para expor as atitudes e os motivos de suas vidas.

Vou expor em Meu templo a igreja
aqueles que a estão usando para seus próprios propósitos.

Haverá muitos expostos por quem e o que são.

Meu templo será novamente conhecido como a casa do Pai;
um lugar de habitação.

Meu templo será conhecido como Casa de Oração,
onde Minhas palavras de verdade libertarão Meu povo.
E através de homens livres
O mundo será libertado do caos,
confusão e domínio das trevas em que se encontra.

Meu desejo é revelar filhos ao mundo; filhos verdadeiros vivendo na verdade.
Verdadeiros templos onde rios da Minha presença e poder estão fluindo para cumprir Meus propósitos.

Agora estou preparando o chicote.
Portanto , esteja pronto para que motivos egoístas e egocêntricos
sejam revelados.

Saiba com certeza que Meu templo será conhecido
como uma verdadeira casa de oração.

(Ver Mateus 21: 12-13, João 2: 13-22).

Jesus está trançando um chicote, e todos aqueles que estão negociando para seus próprios propósitos serão despejados. Esse período de três anos será concluído no início de 2015, quando também serão 40 anos desde a profecia de Bob Jones. Este é um negócio sério.

Visões

Tivemos a visão de um dossel estendido sobre nós e de águias voando, carregando os quatro cantos dele para longe.

Em outra visão, houve uma abertura de portal e anjos chegando em grandes números. Eles carregavam cordas presas às estacas e as jogavam aos pés das pessoas. Alguns ignoraram completamente as apostas, outros os jogaram no chão onde estavam, mas outros os pegaram e os levaram o mais longe que puderam, até que as cordas foram puxadas com força e os levaram até lá.

A mensagem é clara e a forma como respondemos é de importância crítica.

“Escolham hoje a quem servirão … mas, como eu e minha casa, serviremos ao Senhor.” (Josué 24:15).

[Esta é uma palavra ‘agora’, embora grande parte deste material tenha sido originalmente ensinada na sessão 9 de ‘Preparando-se para o Destino’ (‘Preparing For Destiny’) na Freedom Church em 2012 e se refira a uma mudança radical em 2015. O áudio e as notas de Mike para toda a série de ensino estão disponíveis em nosso site (apenas em inglês). – Jeremy]

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113. Dois Testemunhos Ressoando

Mike Parsons
com Jeremy Westcott

Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer (Gálatas 5:17).

Batalha interior

Assim que nascemos de novo, começa uma batalha em nosso interior.

A carne e o espírito começam a guerrear pelo controle. A alma e o corpo dominaram durante toda nossa vida, eles não querem se render. De repente, nosso espírito está vivo
e conectado com Deus, Deus vive dentro de nós. Agora, a cada dia, a cada momento temos que fazer escolhas. Submeter nossa vida ao nosso espírito, ou a nossa alma.

Dois testemunhos que ressoam começam a competir, e irão criar padrões de interferência destrutivos, a não ser que decidamos com firmeza escolher um deles.

A carne não quer o que o nosso espírito deseja, e vice-versa. Se fizermos as coisas que nossa carne quer, nosso espírito não ficará feliz (e Deus também não). Vamos ser honestos conosco: quem está ganhando a competição? A cada dia, quanto estamos vivendo de acordo com os planos e os propósitos de Deus para nossas vidas, e quanto estamos desperdiçando, vivendo de acordo com os desejos da carne? Precisamos nos render diariamente aos propósitos de Deus para nós.

Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me (Lucas 9:23).

Sacrifícios vivos

Anteriormente postei sobre como nos oferecer como um sacrifício vivo diariamente. Quando fazemos isso, somos transformados, então podemos entrar no nosso destino.

Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos
conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rom 12:1-2).

Nossa mente não é nosso cérebro, é nosso subconsciente, que está em nosso coração.

Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração (Heb 4:12).

Quando nos alinhamos com a Palavra de Deus, isto é, com as escrituras e com aquilo que Ele escreveu no nosso rolo do destino, isto tem um efeito nos nossos pensamentos e intenções do nosso coração. Esses pensamentos são do nosso espírito ou da nossa carne?

A escolha é nossa.

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108. Destino e o Tempo por Vir

Mike Parsons 
com Jeremy Westcott 

Há uma canção do U2 que eu gostava muito: “I still haven’t found what I’m looking for” (Ainda não encontrei o que estou procurando). Eu cantava isso com o coração, porque eu sabia em meu espírito que havia mais, e eu ainda não tinha encontrado. Já não posso mais cantar essa canção, porque eu comecei a descobrir e andar em meu destino. Meu destino estava nas dimensões do céu. Não está escrito nas estrelas, mas é para ser nas estrelas.

Três Rolos

Aqui há três rolos (ou livros) que encontramos nas escrituras:

  1. Rolo do destino

Antes de tudo, há um registro do nosso destino eterno.

Os teus olhos me viram a substância ainda informe,
e no teu livro foram escritos todos os meus dias,
cada um deles escrito e determinado,
quando nem um deles havia ainda.

(Sl 139:16)

  1. Livro da vida

Então há o Livro da Vida, o registro de cada pessoa que entregou sua vida ao senhorio de Jesus, que se tornou um cristão e nasceu de novo pelo Espírito de Deus. Se você está nesse livro, seus pecados foram lavados pelo sangue de Jesus. Se você não está, você será chamado para prestar conta pelo pecado em sua vida, e terá que responder por ele.

Então vi um grande trono branco e aquele que está sentado nele. A terra e o céu fugiram da sua presença e não foram vistos mais… e também foi aberto outro livro, o Livro da Vida. Os mortos foram julgados de acordo com o que cada um havia feito, conforme estava escrito nos livros… Quem não tinha o seu nome escrito no Livro da Vida foi jogado no lago de fogo. (Apocalipse 20:11-15)

Em certa ocasião, fui levado ao lago de fogo para ver como ele é. Não é um lugar que recomendo. Não há razão para que qualquer pessoa seja lançada no lago de fogo, por que Jesus morreu para salvar cada um de nós. Esse lugar é designado e destinado para Satanás e não para as pessoas. Cabe a nós decidir onde queremos passar a eternidade.

  1. Rolo da sua vida

Mas também há um rolo da sua vida, o registro do que você viveu. Como crentes, isto é, aqueles que estão no Livro da Vida do Cordeiro, não seremos julgados pelos nossos pecados, nosso julgamento será de acordo com o que cumprimos do nosso destino, ou não, e se cumprimos os propósitos de Deus em nossas vidas. O que está escrito no rolo da sua vida? Encaixa-se exatamente no que está escrito no seu rolo do destino?

Minha experiência pessoal é que não. Mas podemos mudar isso também. Podemos entrar em concordância com nosso destino, e Deus pode mudar o que está escrito no rolo da nossa vida.

Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo. (2 Cor 5:10)

Onde diz ‘bem ou mal’, não se refere a pecado, mas sim aos motivos do nosso coração.

Você não tem que esperar até morrer, ou até que Jesus volte, para ir ao trono de julgamento de Cristo. Eu estive lá, é o lugar mais assustador que estive nas dimensões celestes, é um lugar de vivo fogo consumidor, com olhos que saindo desse fogo. Fiquei abalado – na verdade, tudo foi abalado. O rolo, em que estava escrito minha vida frente e verso, foi aberto, e vi minha vida. Deus me mostrou todas as coisas boas que estavam de acordo com meu destino, mas Ele também me mostrou as outras coisas, as oportunidades para ser obediente que perdi.  O fogo de Deus veio e me purificou, e recebi uma nova oportunidade.

Cada um de nós pode ir naquele lugar e ver. Será que nossa vida está de acordo com o nosso rolo do destino? Esta é a intenção de Deus, e Ele quer que todos nós tenhamos certeza. Se nós ficaremos no átrio exterior, no átrio interior, no Lugar Santo, ou no Santo dos Santos: será decidido pelo o que está escrito nos rolos e como eles se encaixam. Eu sei onde eu quero estar.

Tempo por vir

Nós também teremos responsabilidades no tempo por vir, que serão determinadas pela nossa fidelidade aqui.

Nosso destino não está restrito ao que cumprimos aqui e agora, nessa dimensão física. Quando Jesus voltar, Ele colocará a terra de volta ao seu lugar central no Reino de Deus. Ela foi removida de lá e colocada no tempo, para restringir o efeito do pecado. À medida que nos movemos para o tempo por vir, o mundo inteiro será purificado com fogo e colocado de volta no lugar, onde as dimensões física e espiritual são sobrepostas e interagem. E nós teremos novos corpos físicos, imortais, para operarmos nessa dimensão.

Quando Satanás, o portador da luz, caiu, a luz foi removida das galáxias. No tempo por vir, aqueles buracos negros que são o centro de muitas galáxias irão mais uma vez ser cheios de luz. Quem terá a oportunidade de fazer isso? Nós: os filhos da luz.

Agora há um rio de matéria negra fluindo pelo universo que precisa ser transformado. Quem irá transformá-la? Nós.

Se Jesus criou galáxias, quem mais irá criar galáxias? Nós.

Nós precisamos tirar as vendas do nosso entendimento, e nos apegar ao que a Palavra de Deus diz sobre essas coisas. Nosso destino vai além dessa dimensão física, ele é maravilhoso. Quando começamos a ir às dimensões celestiais, nossa mente geralmente fica interferindo até que aprendemos a ver e operar lá. Deus quer que sejamos livres das limitações, que nos seguram, por causa da nossa mente e a nossa maneira de pensar.

Escolhas

Nós precisamos passar por uma preparação, para que estejamos prontos para o retorno de Jesus, e para o nosso destino no tempo por vir. Nós precisamos de uma transformação para sermos manifestados como filhos de Deus – na terra assim como é no céu, e além.

Todos nós temos uma escolha em relação: a sermos transformados; onde passaremos a eternidade; se cumpriremos nosso destino. Deus nos dá essa escolha, e a oportunidade de colocar em prática dia a dia. Sempre há, e sempre houve uma escolha. Sempre existiu dois caminhos: a Árvore da Vida ou a Árvore do Conhecimento do bem e do mal; o reino de Deus ou o reino que está em trevas.

A propósito, reino em trevas, não reino das trevas. Satanás não tem reino. Ele apenas ocupa o reino que nós deveríamos estar governando. Ele trouxe trevas para aquele reino, e cabe a nós trazer luz para ele. Deus quer que transformemos a atmosfera da terra e levemos luz para esses lugares de trevas, e para os lugares debaixo da terra também. Governar lá é nosso direito.

Nós precisamos reinar e manifestar o reino ao nosso redor. Nós também precisamos presidir nas cortes celestiais a favor das nossas vidas e para que os nossos mandatos sejam manifestos fisicamente. Isto é algo que todos nós podemos aprender. Não se trata de mágica, ou misticismo, é simplesmente nosso direito ter acesso às dimensões celestes porque somos espírito. Todos nós fomos feitos um espírito, mas agora precisamos ser transformados de glória em glória (este é o processo que estamos agora), para sermos manifestos como filhos na terra.

O Calendário Profético de Deus todo aponta para o tempo da volta de Jesus. Após o retorno de Jesus, entraremos no nosso destino eterno no tempo por vir, o qual está muito além do que a maioria das pessoas pode imaginar. Cada um de nós foi direcionado a um propósito no eterno destino de Deus. Iremos cumpri-lo? A escolha é nossa.

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96. Renda-se e Governe

Mike Parsons 
com Jeremy Westcott

Quando abrimos a porta do nosso coração, quando abrimos a Porta do Primeiro Amor e deixamos Jesus entrar, Ele entra e governa. Podemos governar aqui nessa dimensão em nosso próprio monte, em nossa casa, mas governamos através da rendição. Nós damos a Ele o governo de nossas vidas. A medida que nossa mente é renovada, e Ele começa a nos transformar, e nossas emoções e nossa alma são restauradas, o Senhor nos dá a tarefa de governar cada vez mais, assim nosso espírito começa a governar em nós como um co-herdeiro com Ele.

A princípio Ele vem e governa: entregamos nossas vidas a Ele. Ele, porém, começa a nos equipar, e por isso, gradualmente, Ele nos dá uma autoridade cada vez maior para governar com Ele como filhos do nosso Pai. Ele não pode nos entregar tudo logo no início, porque não saberíamos como lidar com isso. Seria o mesmo que dar uma metralhadora para uma criança. No entanto, o tempo vai passando, e quanto mais permitirmos que Deus nos transforme em sua imagem e semelhança, mais autoridade nós receberemos. Quanto mais deixamos Deus lidar com o que está em nossos corações e vemos a mudança nas nossas vidas, mais Ele começa a nos levar ao nível de autoridade associada com o nosso destino, para que a partir desse lugar nós governemos com Ele.

Qual é nosso destino?

Nós precisamos muito ler nosso rolo do destino (Salmos 139:16). Podemos pedir a Deus para nos mostrar o que está escrito nele. Eu já havia mencionado isso antes, e falarei mais sobre isso em outra ocasião.

Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos (Rom 8:29 RA).

Essa é a nossa ordenança e nosso destino: fomos chamados para ser conforme a imagem de Jesus, para ser como Ele. Não é para haver somente uma ou duas pessoas governando nos lugares celestiais: Jesus é o primogênito entre muitos irmãos. Todos nós deveríamos governar como co-herdeiros com Cristo. Nós apenas temos que tomar posse da nossa autoridade.

Governar como um senhor…

Então nos tornamos um senhor, quando desapropriamos os gigantes e governamos nos tronos dos montes no ‘reino de Deus’, na dimensão celestial. Desse lugar é que governamos a casa. Essa é a nossa casa, nosso nível de autoridade; nosso monte, nosso trono. Isso tem haver com nosso destino e nosso mandato. Nós podemos, até mesmo, nos tornar um senhor de senhores quando discipulamos e levantamos outros senhores. Nós damos aquilo que recebemos. Nós levantamos outros e os levamos a cumprir seus destinos também.

…um rei…

Então nos tornamos rei, quando despojamos o dragão e governamos no trono do monte no ‘reino dos céus’, na dimensão celestial. Nós começamos a administrar das cortes celestiais com bondade e justiça.

Quando começarmos a operar nas cortes, descobriremos que são lugares maravilhosos de autoridade. Há todo um sistema judicial, com cortes superiores e inferiores, eu mesmo já estive em muitas delas. Há cortes de divórcio, onde podemos legalmente nos separar das coisas do nosso passado. Há cortes de acusação, onde Satanás acusa os irmãos, e temos que ir lá para lidar com as acusações contra nós (lidamos com essas acusações, concordando com elas, aceitamos o julgamento de Deus, e saímos livres porque Jesus já pagou o preço por nós). Alguns dos que estão lendo isto são chamados para ser intercessores, sendo assim, eles são chamados para entrar nas cortes e lidar com as acusações em favor de lugares, pessoas ou regiões.

Nós podemos ser um rei de reis quando discipulamos e levantamos outros reis. Tudo é uma questão de reproduzir em outros o quê Deus produz em nós. Essa é a razão pela qual Jesus tinha discípulos ao redor Dele.

…um filho

Quando somos diligentes em governar como senhores e reis, Deus irá nos colocar em nosso lugar como filhos. Então governamos num monte, em um trono na dimensão celestial do ‘Céu’. E Deus nós manifesta como filhos da luz na terra (assim como no céu). Tanto no céu, quanto na terra: a aplicação disso é que à medida que governamos primeiro nos céus, então podemos exercer esse governo na terra. Não há como fazer isso de outro jeito.

Nós viveremos como manifestos filhos de Deus, restaurando a terra ao seu propósito original – o propósito original semelhante ao da primeira criação – para nos trazer a plenitude da filiação.

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Imagem: Imperial Crown of Austria Globus cruciger Sceptre.jpg
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89. Guerra contra a semente

Mike Parsons
com Jeremy Westcott – 

Quando Satanás caiu, ele estava tentado derrubar o plano eterno de Deus de que o Homem herdaria os céus. Ele queria aquela posição de governo para ele prórprio.

guerra-espiritual

 

Aqui está um diagram que eu uso quando ensino sobre batalha espiritual na Freedom Church: a escrita está um pouco pequena para ler, mas se você clicar com o botão direito do mouse na imagem, ela irá abrir maior em outra janela.

Tempo e Eternidade

Do lado esquerdo você vê eternidade, o cenário de Gênesis 1:1, ou antes que houvesse tempo, se você preferir. Deus criou a terra para ser habitada, no entanto, como vimos anteriormente, Lúcifer se rebelou e foi lançado na terra, onde trouxe o julgamento de Deus sobre ela no primeiro dilúvio.

Do lado direito, você encontrará Gênesis 1:2. Dentro do parêntese do tempo, agora. A terra está sem forma e vazia. Deus começa de novo, recriando a terra. Quanto tempo há entre os versos 1 e 2? Não temos ideia. Nem sabemos qual foi o intervalo de tempo entre os versos 2 e 3. Poderia ter sido milésimos de segundos, ou talvez 14 bilhões de anos. Nós não sabemos.

A Queda do Homem

Então vem a semana da (re-)criação, e logo em seguida a história da queda de Adão, e como Satanás atrai Adão e Eva, oferecendo a única coisa que ele tinha para negociar: informação. Ele oferece a eles a oportunidade de serem iguais a Deus, mas sem Deus. A oportunidade de ter conhecimento, sem Deus. Para governar, sem Deus (mais tarde ele tentaria a mesma coisa com Jesus no deserto). Essa é a base do humanismo.

A negociação da semente

Ele lhes ofereceu informação em troca de alguma coisa. Eles não fizeram negócio ao comer um pedaço do fruto de uma árvore – quando olhamos o original em aramaico, vemos que essa é uma linguagem simbólica. Satanás os cobriu com sua sombra, e pegou o DNA deles. Ele sabia que DNA seria a única coisa que poderia herdar os céus.

Como agora ele tinha DNA, ele produz uma semente. Isso pode soar estranho, mas está nas escrituras. Em Gênesis 3:14-15 encontramos a primeira profecia que fala da vinda de um Messias, um redentor, e no verso 15 lemos sobre a semente de Satanás: “E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Deus está falando com Satanás e diz, “a tua semente e a sua semente”. Está bem claro que Satanás tem semente.

Guerra das sementes

E foi assim que ele conseguiu a semente. Caim e Abel eram gêmeos, mas possuíam pais diferentes. O pai de Abel era Adão, e seu DNA era para produzir o que é chamado de “semente da mulher”. Todavia, Abel foi morto por Caim, sendo assim Deus teve que restituir essa linhagem através de Sete, pois o pai de Caim era Satanás. Esse período, então, pode ser visto como a guerra das sementes. E nesse período a semente de Caim fez de tudo para dominar.

Contaminação da Semente

Então, nos tempos de Noé, aparecem os anjos caídos – Ben Elohim (filhos de Deus) – que caíram na terra, deixando o lugar que lhes era destinado (Judas 1:6). Eles fazem com as mulheres humanas, algo semelhante ao que Satanás havia feito, cobrem elas com sua sombra (isso não se refere a sexo, mas sim lançar sombras no DNA delas) para produzir uma raça de gigantes chamados de Nefilins. A batalha espiritual se tornou intensa. Havia uma luta pela pureza da semente. O julgamento vem novamente com dilúvio, mas Deus preserva a semente da mulher.

Jesus a Semente

Nós sabemos que Jesus é a semente que viria, aquele que pisaria na cabeça de Satanás (mesmo que o calcanhar Dele fosse ferido pela serpente). Satanás não sabia disso, então tentou de todas as maneiras, impedir o cumprimento dessa profecia, eliminando ou corrompendo a semente antes que aquilo pudesse acontecer.

Abraão e sua semente

Lembre-se da aliança que Deus fez com Abraão, era uma aliança com ele e ‘sua semente’(Gal 3:16). Durante todo período do Antigo Testamento, Satanás fez de tudo para tentar frustrar o plano de Deus, desde genocídio promovido por Faraó até a matança dos inocentes ordenada por Herodes. Ele queria de todas as maneiras impedir o cumprimento da palavra de Deus em Gênesis 3:15. Até mesmo quando Jesus estava pronto para começar Seu ministério, como mencionei anteriormente, no deserto Satanás tentou impedir Jesus de cumprir Seu destino.

O cumprimento da Profecia

Ele havia pensado que a cruz seria o seu momento de triunfo. Até que descobriu que, apesar de todo seu esforço, tudo o que ele havia feito contribuiu com o eterno propósito de Deus, e cooperou com o prometido golpe esmagador em sua própria cabeça.

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Artigo original (em Inglês)