Intimidade com o Pai

Mike Parsons
com Jeremy Westcott – 

À medida que nos aproximamos do dia da volta de Jesus, Deus está nos chamando à intimidade. E mesmo quando Ele trouxer as outras fases do Calendário Profético que Ele me mostrou, esse chamado a intimidade continuará, pois isso tem que ser nossa prioridade.

Eu sei que as pessoas têm dificuldade em ter um relacionamento íntimo com Deus, pois eu mesmo já tive. Quando me tornei cristão eu tinha uns 12 anos de idade e não tinha nenhum conceito de Deus como Pai, porque eu não tinha um relacionamento muito bom com meu pai terreno. Quando eu orava era sempre para Jesus ou para “o Senhor”. Eu nunca orava para o Pai, porque fui ferido pelo meu próprio pai. E assim eu protegia meu coração.

Todos nós precisamos de amor e aceitação, e eu buscava isso em relacionamentos (principalmente com meninas, como a maioria dos adolescentes fazem). E encontrei alguém que pensei que eu amava – meu ‘primeiro amor’ se vocês preferem. Então numa tarde fui muito ferido por ela. No ônibus, no caminho para casa eu jurei que nunca mais alguém me machucaria daquela forma. Coloquei uma barreira em meu coração para me proteger de qualquer ferida ou dano, e mantinha todos a um braço de distância. Isso me manteve seguro, mas me trancou numa prisão. Eu me tornei uma pessoa bem racional, eu usava meu intelecto para embalar as coisas, assim eu não tinha que lidar com as emoções. Eu nunca tinha um relacionamento íntimo com Deus ou com qualquer pessoa. Então quando Jesus dizia ‘Veja, eu estou na porta e bato’ (Ap 3:20), eu tinha dificuldade para abrir-la.

Ao longo dos anos, Deus encontrou comigo várias vezes e Ele começou a curar meu coração. Na primeira vez, eu estava em um grupo pequeno de pessoas adorando, quando Deus falou comigo e disse ‘Eu sou seu Pai’. Tive dificuldade com a ideia, assim como muitos temos por causa de nossos próprios pais, mas Ele rompeu isso e colocou Seus braços ao meu redor. Eu senti os braços Dele, e Sua presença, isso me ajudou a começar conversar com Ele como ‘Pai’.

Ainda me lembro, quando Hannah, nossa filha mais velha, tinha cerca de um ano e meio. Um dia eu estava sentado e ela veio andando até mim, olhou nos meus olhos e disse ‘Papai, te amo’. Aquilo quebrantou meu coração. Eu não sabia como receber esse gesto e como responder para ela. Fiquei em lágrimas.

Mas me desafiou a lidar com as coisas no meu coração. Aquilo que havia me protegido e me guardado, tinha também trancado meu coração de maneira que eu não conseguia sentir o amor de Deus. Temos que vencer os obstáculos na nossa vida que nos impedem de ter intimidade.

Se feridas e experiências do passado nos levam a autoproteção, isso vai nos impedir de entrar plenamente naquilo que Deus tem para nós. E se estivermos feridos, será difícil para nós cantar canções no nosso momento de adoração, que falam sobre encontrar Deus face a face, dançar com Ele, estar em um relacionamento íntimo com Ele.

Quando pensei que já tinha lidado com todas as minhas feridas, eu estava no céu conversando com Jesus, e Ele me disse ‘Você não me vê como o Pai’ e dentro de mim eu sabia que era verdade. ‘É porque você tem uma ferida em relação ao seu pai’ Ele me explicou. Eu ia questionar Ele – mas não adianta fazer isso. Mesmo assim eu disse, ‘Mas eu já perdoei todo mundo! Perdoei meu pai, já fui ministrado. E encontrei com o Pai’ (de fato eu tinha, mas não no céu). E Jesus disse ‘Você tem uma ferida em relação ao seu pai’. Ele me mostrou a figura do meu coração com uma cicatriz grande. Ele me perguntou, ‘Você vai deixar eu te curar?’ e eu disse ‘Ok’.

Então por cerca de 40 minutos o Pai veio até mim e disse as mesmas palavras várias vezes: ‘Eu te amo… Eu te amo… Eu te amo… Eu te amo…’. Cada vez que Ele falava meu coração ia sendo curado. Então olhei e a cicatriz tinha sumido. Tive momentos maravilhosos de intimidade com o Pai.

Isso é o que Ele quer para cada um de Seus filhos.

Trilha sonora: Abba por Jonathan David Helser (YouTube)

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A Prova do Desejo

Mike Parsons
com Jeremy Westcott – 

Busca é a prova do desejo

‘Busca é a prova do desejo’, como nosso amigo Graham Jones diz. Se realmente queremos cumprir nosso destino, vamos focar nosso coração e nosso desejo nisso e buscar.

Vou colocar aqui alguns pensamentos sobre a busca do nosso destino, sem muitos detalhes agora, te encorajo a ler com o seu espírito, para que você veja o que te traz luz…

Dois caminhos

Há dois caminhos nas dimensões celestiais: o caminho do relacionamento e o da responsabilidade. Ambos oferecem oportunidades para transformação. Algumas vezes vou estar em um, algumas vezes no ouro, mas vou andar nos dois.

Intimidade

Não irei a lugar nenhum sem antes desfrutar de intimidade com Deus. Isso envolve ver, ouvir, sentir e experimentar quem Ele é e quem eu sou.

Ressoar

Não somos todos iguais, cada um tem uma canção e um destino. Preciso aprender a ressoar e entrar em concordância, e harmonia com toda a sinfonia do céu. Há um som maravilhoso nas dimensões celestiais que está começando a ser ouvido nessa dimensão, e posso ressoar e entrar em harmonia com ele, e assim contribuir com meu som e minha melodia única.

Permanecer em fé

Eu vou crer, e permanecer em fé. ‘Sem fé é impossível agradar a Deus’. Tenho que confiar Nele, e buscar.

O desejo pelo meu destino

Vou alimentar o desejo pelo meu destino, me alinhar, e submeter minha vida diariamente ao governo de Deus e senhorio de Jesus.

Desvendar meu livro

Vou viver para desvendar meu livro. Não me contentarei até ver que estou vivendo de acordo com ele. Não vou me acomodar com o segundo lugar, nem com a metade; quero viver plenamente meu destino.

Conhecer pela experiência

Há coisas que preciso conhecer pela experiência prática, e não pela leitura ou porque outros me falaram. Preciso conhecer o testemunho que está escrito no céu para mim. Preciso conhecer o sangue de Jesus como meu poder para vencer. Preciso ter revelação sobre minha filiação. Tenho que conhecer as cortes do céu, os jardins, a sala do tesouro, a sala dos vinhos, a sala dos registros, dos mantos e todos os outros lugares nas dimensões dos céus: lugares que eu já estive, ou outras pessoas estiveram. Tenho que conhecer.

Governar

Eu preciso saber o que está no céu para manifestar aqui na terra; preciso conhecer a autoridade que tenho lá, para governar aqui.

Viver nos céus e na terra

Então viverei nos céus e na terra, e manifestarei os céus na terra através de mim.

Artigo original em Inglês
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Um canal de Deus

Mike Parsons
com Jeremy Westcott

Jesus foi transfigurado aqui na terra e brilhou com glória.

Essa é a intenção de Deus para todos nós, que brilhemos com a Sua glória. Nós podemos começar a manifestar a glória de Dele através de nossas vidas, quando Ele vive em nós e nos tornamos um canal Dele.

Agora mais uma vez, você pode achar estranho porque canalizar é algo que as pessoas da Nova Era fazem. Mas eles pegam um conceito que é verdadeiro, no entanto aplica-o de uma maneira contrária a Deus.

Deus está dentro de nós, em nosso espírito, e se Ele quiser se manifestar no nosso exterior, ele precisa vir através de nossa alma e corpo. Então nos tornamos um canal, uma interface entre Deus e o mundo ao nosso redor, um meio pelo qual Ele pode se manifestar. Quando Jesus fez todos os milagres e sinais, foi o Pai que manifestou Nele Suas obras.

Deus está nos chamando para um relacionamento assim, para fazermos o que vemos o Pai fazer. Isso vem da revelação de que somos transformados de glória em glória. 

Quando falamos sobre ‘transformação’, não é simplesmente o nosso comportamento que irá mudar. Isso é o que eu estava ressaltando no post anterior sobre nosso DNA. Se nos submetermos ao processo de transformação, além de desfrutarmos de um relacionamento mais íntimo com Deus, e vencermos o pecado em nossas vidas, seremos radicalmente mudados, transformados em ‘filhos da luz’.

A expressão ‘filhos da luz’ fala de algo que vai muito além do que a maioria das pessoas possa imaginar. O mínimo que ocorrerá é que recuperaremos algumas das habilidades latentes que estão no nosso DNA. Elas serão ligadas novamente, restaurando o que Adão tinha antes do pecado, e além daquilo.

Provavelmente ainda não entendemos todos os detalhes. No entanto, com aquilo que entendemos, sabemos que Deus é poderoso para fazer muito além do que pedimos ou imaginamos.

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Sacrifício vivo (1)

Mike Parsons

Paulo escreve aos Romanos, rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. (Rom 12:1).

Um sacrifício vivo é um sacrifício preparado. Entender o que acontecia quando as ofertas eram oferecidas no Antigo Testamento irá nos ajudar. Quando eles ofereciam o sacrifício de um cordeiro, ele era preparado para que pudesse ser recebido como uma oferta. O Sumo Sacerdote preparava e colocava o sacrifício no altar. Nós sabemos que Jesus é nosso Grande Sumo Sacerdote (Heb 4:14), então entramos no Lugar Santo no tabernáculo celestial e nos apresentamos no altar de incenso para ser um aroma suave para Deus; convidamos Jesus para nos preparar como um sacrifício: nós sabemos o que Ele vai fazer, e permitimos espontaneamente.

Assim é que o Sumo Sacerdote preparava o sacrifício:

        1. Ele cortava a garganta e drenava o sangue do cordeiro. Se nós vamos ser preparados como um sacrifício vivo, temos que desejar que nossa garganta seja cortada e nosso sangue drenado para que nossa vida na carne seja trocada pela vida Dele no espírito. Por favor, entendam, não é cortar a garganta literalmente, nem fisicamente. Jesus disse, “ Você tem que negar a si mesmo, tomar sua cruz diariamente, e me seguir”. Perder nossa vida, para ganhar a Dele. Precisamos morrer totalmente para nossa maneira de fazer as coisas, e no lugar dizer “Eu morro para mim mesmo, eu nego meu eu”,  diariamente.
        2. A cabeça era separada. Nós não podemos estar no controle, com nossa cabeça. Temos que dizer como Jesus disse, “não seja feita a minha vontademas a Tua”. Ele é o sacrifício perfeito. Ele fez isso todos os dias. Ele apresentou-se a cada manhã como um discípulo (Is 50:4). Eu renuncio o direito ao meu livre-arbítrio, pois toda vez minha carne entra no meio, e acabo escolhendo o que me agrada em vez do que agrada a Deus. Sendo assim, que não seja feita a minha vontade, mas a Tua: não vou deixar minha cabeça decidir o que vou fazer.
        3. A pele era removida. Não podemos ter mecanismos de defesa, de proteção e de justiça própria como uma barreira: temos que ser vulneráveis e transparentes diante de Deus, e dos outros. Não podemos ficar nos protegendo, temos que viver debaixo da proteção Dele. Temos a armadura de luz, a armadura da justiça, e a armadura de Deus para nos proteger. Não poderemos usar nenhuma delas se tentarmos nos proteger com uma armadura inferior feita por nós mesmos. Temos que abrir mão.
        4. Ele abria o corpo inteiro, e lavava todo o interior. Deus quer que nosso coração seja purificado, refinado e lavado nas águas vivas de Sua Palavra e de Sua Presença. Temos que desejar abrir nosso coração, e nossa vida. O sacrifício vivo é isso, é dizer “Tudo pertence a Ti. Não estou escondendo nada de Ti. Tudo é teu.”
        5. Finalmente, Ele cortava as pernas. Não podemos andar da nossa maneira, temos que nos render diariamente e andar de acordo com a direção do Espírito. “…o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai” (João 5:19). Jesus via o que o Pai fazendo, é por isso que Ele operou milagres. Ele está nos chamando para fazermos o mesmo que Ele fez, ou seja, operarmos milagres, sinais, e maravilhas, sermos guiados pelo Espírito diariamente, seguindo-O, sem fazer do nosso jeito ou de acordo com nossas ideias, e diariamente entregamos cada dia para Deus dizendo, “Deus, este dia pertence a Ti. Este é o Seu dia, sou apenas teu servo. Guia-me, usa-me, me enche de poder e visão, mostra-me o que Você está fazendo.”

      Quando entramos no céu e Ele nos dá revelação lá, quando passamos tempo no espírito, em comunhão e relacionamento com Ele; se nos apresentarmos como um sacrifício vivo, Ele se revelará a nós. Ele nos usará se dermos a Ele oportunidade. Mas temos que nos render e permitir que Jesus nos prepare ara sermos o sacrifício, e não podemos nos oferecer da boca para fora; porque se fizermos isso; Ele saberá.

      Artigo em outros idiomas
    • Present A Living Sacrifice (1) (Artigo original em Inglês)
    • Se présenter comme un sacrifice vivant (1) (en français)

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O Coração, o Sangue e o Cérebro

Mike Parsons 
com Jeremy Westcott – 

Nosso destino foi determinado por Deus antes de nascermos. Mas nossa alma e nosso corpo crescem ao redor do nosso rolo do destino, e assim ele se perde, e fica incapaz de ser reconhecido. Nossa carne é programada pelo que herdamos naturalmente de nossos pais, e pelo meio em que vive.

Hoje, nosso coração carrega o registro do nosso passado. Todas as experiências e características herdadas que moldam nossa maneira de pensar acerca de nós mesmos são carregadas em nosso coração. Se estamos permitindo isso nos afetar agora, precisamos nos livrar disso, e ver nosso coração curado, perdoado, restaurado e transformado.

Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele (Prov 23:7).

A forma como pensamos acerca de nós mesmos é que determinará como vivemos. Sendo assim quando permitimos que Deus purifique nosso coração, a fim de que pensemos sobre nós da maneira que Ele pensa, nossa maneira de viver é transformada.

O coração programa o sangue, e o sangue vai para o cérebro, e programa nosso pensamento.

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Artigo original (em Inglês)
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Desenvolvendo Nossos Sentidos Espirituais

Mike Parsons
com Jeremy Westcott – 

Primeiro o natural…

Nossos sentidos naturais levam algum tempo para desenvolver. Ouvir é a primeira função, e sabemos que bebes podem ouvir sons até no útero. O nervo auditivo está conectado a cada órgão do corpo com exceção do baço, e continua a funcionar por algum tempo mesmo depois da morte. Mas nós só começamos a entender o que estamos ouvindo com constante repetição e prática.

Nossa visão espiritual também melhora gradualmente. Quando vejo você, o que na verdade acontece é que luz está sendo refletida de você e entra em meus olhos. Isso projeta uma imagem de cabeça para baixo na parte de trás da minha retina, e meu cérebro interpreta essa imagem como ‘você’.

Mas quando somos recém-nascidos, nossa visão é bem limitada, ou seja, enxergamos apenas o suficiente para reconhecer o rosto de nossa mãe. Após os seis meses ou mais, nossa visão vai melhorando gradativamente até enxergarmos plenamente. Isso nos dá tempo para processar quantidades imensas de informação, e gradualmente o que está ao nosso redor, a dimensão natural em que vivemos, faz sentido.

…então o espiritual

Para a maioria de nós, esta não tem sido nossa experiência com nossos sentidos espirituais. Talvez nós tenhamos nos tornado conscientes das coisas espirituais, mas quase ninguém na igreja ensina como experimenta-las, por isso não demos aos nossos sentidos espirituais a chance de desenvolver.

Quando nascemos de novo, provavelmente continuamos a viver a maior parte do tempo no mundo natural, experimentando algumas vezes um pouco do espiritual, geralmente quando estamos naqueles períodos maravilhosos de adoração, ou quando uma pregação mexe conosco. Mas a consciência espiritual não é apenas para ocasiões especiais, e nem precisa estar sujeita ao que acontece ao nosso redor.

Nós podemos aprender a interagir com a dimensão espiritual da mesma forma que aprendemos a interagir com a natural. Vamos deixar que nossos sentidos espirituais se desenvolvam com repetição e prática, assim como aconteceu com nossos sentidos naturais. Entre, e saia, da dimensão do céu. Então, pouco a pouco, iremos começar a compreender o que se passa ao nosso redor, a dimensão espiritual na qual também vivemos.

Nós podemos fazer isso. Deus quer que vivamos em duas dimensões, no céu e na terra ao mesmo tempo, da mesma maneira que Jesus viveu. Ele deseja que manifestemos poder e autoridade como seres espirituais que realmente somos, e que manifestemos nosso destino nesse mundo.

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Concordância, Ressonância e Harmonia

Mike Parsons
com Jeremy Westcott – 

O registro de quem você é

Quando você foi concebido, foi porque dentre cerca de 30 milhões de espermatozoides, apenas um conseguiu fertilizar um óvulo com sucesso. Naquele momento você já mostrou que tem um destino, dado por Deus a você. Você é um vencedor, pelo simples fato de ter nascido.

Nesse momento da concepção, aparentemente há uma explosão de luz. Cientistas não sabem o que é, mas eu vou te dizer: é o seu espírito entrando. A luz e seu rolo do destino irrompem sobre aquele óvulo fertilizado.

Esta primeira célula carrega o registro de 23+23 cromossomos, o registro de DNA da história de seus pais, da aparência deles, e de suas experiências. Mas também carrega o registro do nosso destino eterno, quando seu espírito entra naquilo que vai se tornar seu corpo físico. A ‘substância’ que havia antes (Sl 139) agora se torna a substância da sua vida.

Suas células começam a se multiplicar até que haja cerca de 10 a 15 delas. Então a primeira célula, a que contém aquele registro, implode e se torna seu coração. E seu coração carrega o registro de quem você é.

O coração que pensa

Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele. (Prov 23:7 acf).

Estudos em pessoas com coração transplantado mostram que os pacientes relataram mudanças surpreendentes em seus hábitos e personalidade, fazendo com que eles se tornem semelhantes ao doador original. Com certeza, o coração é muito mais do que um órgão que bombeia sangue no nosso corpo.

O coração pensa. Cientistas descobriram que eles podem detectar pensamentos do cérebro como impulsos elétricos a uma distância de até de 30 cm da cabeça. Há impulsos elétricos similares que vêm do coração, mas que podem ser detectados a cerca de 2 metros de distância.

O coração é um órgão que pensa. A luz dessa escritura, podemos ver o quão importante é como o nosso coração pensa. De um lado, há o registro de DNA, das nossas gerações passadas; do outro, o registro do nosso DNA espiritual, da eternidade. Qual deles iremos ouvir? Com qual deles vamos concordar? Com qual deles vamos vibrar e ressoar? Isso irá determinar quem nos tornaremos, se nos seremos quem Deus nos criou para ser.

Agrada-me

Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei. (Salmo 40:7-8).

Esta passagem está falando sobre o rolo do destino de Jesus. Tudo o que Ele estava destinado a fazer e a se tornar foi escrito no Seu coração, e Ele se deleitou em fazer tudo. Cumprir o chamado e o destino de Deus não é algo penoso, ou estranho para nós, na verdade, é um prazer.

A canção do nosso DNA

Animation of the structure of a section of DNA...
Animação de uma seção da estrutura do DNA (Crédito da foto: Wikipedia)

Nossos corpos têm uma frequência em que eles vibram. Nós carregamos uma canção (duas na verdade). Há um lugar na América onde você pode enviar uma amostra do seu DNA e eles têm um software que irá transformá-la em melodia. Infelizmente, é uma canção criada no caos. Nós fomos formados em pecado e moldados em iniquidade (Sl 51:5), por isso essa canção não reflete a canção do DNA de Deus que nossos corpos também carregam.

Nosso DNA natural vibra de acordo com o caos em que foi criado; nossos rolos vibram de acordo com o destino que Deus nos deu. Com o quê vamos nos alinhar? Tal escolha é que vai determinar quem nós somos, ou quem nos tornamos, o que faremos amanhã, e onde  vamos acabar eternamente. Precisamos entrar em harmonia – fé – concordância (o que você deseja) – com quem você é, e o que Deus diz sobre nós. Isso irá transformar como vivemos, como pensamos, o que acreditamos e como agimos. E consequentemente transformará o mundo.

Cada um de nós é chamado para governar, para exercer autoridade, e para trazer os céus para terra, a fim de transformar o mundo ao nosso redor, e assim alinhá-lo com o eterno propósito de Deus. Se fizermos como Deus diz, ou seja, lidamos com as questões do nosso passado ou presente, perdoamos e liberamos pessoas de qualquer dívida, e ressoamos com a verdade que Deus diz ao nosso respeito, estamos no caminho certo para cumprir nosso destino. Se guardarmos feridas ou dores, trazemos desunião e divisão, e permitimos o inimigo roubar nosso destino.

Dando um tempo?

Hoje, há milhares de pessoas, talvez milhões, que saíram de nossas igrejas, que foram roubadas do destino delas por ouvir o lixo que o inimigo despejou sobre elas. Tais pessoas vivem com mágoa por causa do que a igreja, ou pessoas que fazem parte dela, fizeram para elas, pois somos falhos.

Nós devemos ter cuidado para não ir por esse caminho, dizendo “Eu só estou dando um tempo”. Não podemos parar de buscar a Deus, nem dar um tempo no nosso relacionamento com Ele ou com Seu povo. Precisamos vencer a nós mesmos, perdoar, e seguir adiante nos propósitos de Deus, com o coração aberto para ouvir, vibrar e ressoar de acordo com a verdade do nosso destino em Deus. Além disso, precisamos nos levantar e chamar de volta aqueles que um dia deram seu coração para o Senhor, mas hoje estão vivendo fora dos propósitos Dele. Temos que chamá-los de volta ao destino deles.

Deus tem planos para nós, ‘Só eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.’ (Jer 29:11).

Não seremos roubados. Não ouviremos as mentiras do nosso passado.  Ouviremos e entraremos em harmonia com a eternidade passada, e mudaremos nosso futuro.

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